O indicador do boi gordo Esalq/BM&FBovespa (São Paulo, à vista, CDI e livre do Funrural) fechou a R$ 90,04 nesta quarta, dia 8, com elevação de 0,22% na parcial de agosto. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta de animais é percebida como menor que nas semanas anteriores em diversas regiões. Além disso, as escalas relativamente curtas de abate em algumas unidades têm intensificado a demanda por animais.
Por outro lado, parte dos frigoríficos tem escalas ainda confortáveis, o que pressiona as cotações da arroba em outras praças acompanhadas pelo Cepea. Apesar do ligeiro aumento nos preços e da melhora na expectativa de alguns pecuaristas em relação às vendas no correr de agosto, as negociações seguem em ritmo bastante lento, segundo o órgão.
Já em cinco das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve queda no preço pago no boi gordo no acumulado de agosto. As regiões onde as cotações caíram foram sudeste (0,6%), sudoeste (1,2%) e norte (1,2%) de Mato Grosso, oeste do Rio Grande do Sul (1,6%) e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul (0,6%). Na avaliação dos técnicos, esta desvalorização é reflexo da maior oferta de animais para abate nestes locais.
Espírito Santo (1,2%), Tocantins Norte (1,2%), Santa Catarina (0,5%), sul de Goiás (0,6%) e norte de Minas (1,2%), por sua vez, registraram aumento, segundo a Scot. Nas demais praças, os preços se mantiveram estáveis no acumulado do mês.
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CEPEA

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