A reunião nesta quinta, dia 12, na Comissão Mista do Congresso que analisa o parecer do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) à Medida Provisória 571/12, que complementa o novo Código Florestal mostrou a divergência dos parlamentares sobre a questão.
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) reforçou seu voto contrário e criticou o fato de a lei ser feita em Brasília, com regras para todo o território nacional.
— Como ter faixas em torno de rios se no Nordeste há seca e os rios são intermitentes? — questionou.
O texto, complementou Caiado, cria uma indústria da multa no país e, em sua opinião, apenas grandes grupos poderão atender às exigências feitas. O produtor, afirmou, está sendo penalizado.
O senador Blairo Maggi (PR-MT), por outro lado, defendeu a aprovação do relatório por acreditar que a proposta traz tranquilidade ao produtor rural.
— É claro que eu queria poder utilizar 50% da floresta, mas isso não cabe neste momento. Não tenho dúvida de que, em um futuro não muito distante, outros países virão ao Brasil para dizer que um novo zoneamento deve ser feito, porque o mundo precisa de alimento. Eu, como agricultor, desisti de brigar, de abrir cada vez mais áreas. No tempo que abrimos mais áreas, os preços caíram — disse o senador.
A discussão sobre o tema deve se estender durante a tarde.
AGÊNCIA CÂMARA

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