O extrativismo legal foi destaque durante o Brasil Certificado, que encerrou nesta quinta, dia 12, em São Paulo. O evento reuniu empresas que fabricam produtos com baixo impacto ambiental, mostrando exemplos de sucesso. A artesã Rosângela Castro Tapajós viajou mais de 3,2 mil quilômetros, de Santarém (PA), para participar da mostra. Ela faz parte de um grupo que reúne ainda outras 25 pessoas de uma comunidade que, desde 2007, possuem o selo de manejo florestal. O certificado é conquistado por quem segue as regras de preservação de florestas e mata nativa.
Já o presidente da Cooperativa Mista de Produtores Extrativistas do Rio Iratapuru (Comaru), Márcio Freitas, diz que a comunidade à qual pertence, no Amapá, trabalha com castanheiras. Da castanha se extrai o óleo utilizado em cosméticos, além do breu usado para fabricação de perfumes. O selo agregou valor ao produto e autoestima às famílias que trabalham em sistema de cooperativa, segundo ele.
A exigência por madeira certificada e por produtos florestais produzidos de acordo com as leis ambientais vem aumentando no país. Segundo o diretor comercial da Fazenda Cambuhy, Virgílio Pimenta de Pádua Neto, existe inclusive um selo de rede de agricultura sustentável, concedido a propriedades que apostam no desenvolvimento ecologicamente correto da agropecuária.
A coordenadora do Imaflora, Luciana Papp, que concede o selo no Brasil, afirma que o combate ao extrativismo ilegal passa por uma mudança cultural que depende também do consumidor.
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