
Mesmo com o aumento do preço do suíno vivo no mês de abril, o setor enfrenta dificuldades. Os preços pagos aos produtores pelo quilo vivo são menores do que o custo de produção e esse sistema pode colocar a atividade em risco. Pela baixa valorização nos últimos meses, representantes do setor acreditam que uma recuperação está longe de acontecer.
Analistas de mercado confirmam o aumento do suíno vivo. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços estão em alta em grande parte das regiões pesquisadas. Em São Paulo, de 30 de março a 25 de abril, o quilo do suíno vivo teve alta de 4,1%. Em santa Catarina, no mesmo período, o aumento foi de 1,9%.
– É mais uma questão de insustentabilidade. O setor não estava mais agüentando aqueles preços tão baixos. Foi mais um argumento para os produtores pedirem um pouco mais pelo animal e consequentemente as indústrias pagarem um pouco a mais – afirmou Camila Ortelan, pesquisadora do Cepea.
O aumento registrado não condiz com a necessidade dos representantes do setor. Para que os danos nos meses anteriores fossem amenizados, as taxas de aumento no preço do suíno vivo deveriam ser mais expressivas.
– O que os nossos colaboradores comentam é que eles ainda estão com o custo de produção acima do preço do animal. Os preços recuaram muito no começo do ano e ainda não recuperaram tudo o que haviam perdido – completou Camila.
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